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Jornalista lança documentário sobre pouso de avião em Paranavaí em 1949

davi ariochi
David Arioch trabalhou durante três meses para concluir o projeto Foto: Fabiano Vaz Fracarolli
REINALDO SILVA
reinaldo@diariodonoroeste.com.br
Vinte e três de novembro de 1949. Era fim de tarde quando um avião sobrevoou Paranavaí. Uma, duas, três vezes. O piloto da aeronave Douglas DC-4, da Transocean Airlines, parecia ter perdido a rota. O fato inusitado chamou a atenção dos moradores, que se organizaram para sinalizar onde deveria pousar. Pousou. E entrou para a história da cidade.
O episódio é narrado no documentário de curta-metragem “Paranavaí 1949: Douglas DC-4”, do jornalista paranavaiense David Arioch. O filme será lançado nesta sexta-feira (22), um dia antes do aniversário de 70 anos da aterrissagem. “Já tinha contado essa história de outra forma, como matéria jornalística. Agora apresento uma nova versão, com mais depoimentos e outros detalhes”, explicou.
O curta-metragem tem 11 minutos de duração. Mostra os relatos de seis pessoas que vivenciaram aquele episódio. A maioria dos que conversaram com o jornalista era criança ou adolescente naquela época. “Eles têm uma visão muito interessante do que aconteceu.” O filme também apresenta fotos e imagens de vídeos, material que teve dificuldade para reunir, por causa do longo tempo passado.
Aricoh contou um pouco da história que pesquisou ao longo de três meses para a produção do documentário. Eram 74 passageiros, refugiados da Mongólia que seguiam para Assunção, no Paraguai, e oito tripulantes. Piloto e navegador se perderam na região por causa de uma tempestade.
Pousaram no aeroporto de Paranavaí, que ficava na Avenida Heitor Alencar Furtado, no trecho que hoje se estende da Praça Portugal até o Colégio Estadual de Paranavaí. Ficaram na cidade por três dias, acolhidos em hotel, pensão, hospital e casas de alguns moradores. Foram abrigados de maneira improvisada.
De acordo com o jornalista, a comunicação verbal era praticamente impossível. Nenhum dos passageiros ou dos tripulantes falava português. O mais próximo disso era o conhecimento em espanhol do piloto. Entre os paranavaienses, apenas um sabia falar inglês. “Eles ‘conversavam’ por gestos”, disse Arioch.
Os três dias foram movimentados em Paranavaí. Pessoas iam e vinham de todos os cantos da cidade para ver a aeronave. Alguns chegaram a levantar tendas para vender comida para os curiosos. Puderam entrar no avião e ver como era. Uma das entrevistadas, relembrou o jornalista, viu bonecas lá dentro. Isso lhe chamou a atenção e ficou gravado na memória.
LANÇAMENTO DO FILME – O curta-metragem será lançado no canal do jornalista no YouTube, Colônia Paranavaí, e poderá ser acessado por qualquer pessoa, gratuitamente. Também será distribuído para órgãos públicos, por exemplo, bibliotecas e escolas. A intenção de Arioch é ir até os estabelecimentos de ensino e conversar com os estudantes sobre o episódio.
O projeto foi viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com recursos do Edital de Apoio à Cultura, do Fundo Municipal de Cultura de Paranavaí. David Arioch é responsável pela idealização do documentário, pelo roteiro, pela direção e pela edição. Amauri Martinelli responde pelo cinegrafismo.
Arioch trabalha com jornalismo cultural, histórico e literário há mais de dez anos. Em 2011, teve o trabalho sobre a colonização de Paranavaí premiado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. Ele é o idealizador do blog davidarioch.com, com publicações sobre histórias da colonização de Paranavaí. Também é o criador do portal Vegazeta (Veganismo em Jornalismo, História e Cultura).

FONTE DIÁRIO DO NOROESTE 

 

 

 

 

 

 

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CULTURA, PARANAVAÍ

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Nasci em Nova Esperança-Pr. no dia 12/10/57, Meu primeiro diploma foi de datilografia com 12 anos de idade o que me possibilitou trabalhar em Cartório de Registro Civil, e escritório de contabilidade após terminar o segundo grau onde fiz curso de técnico em contabilidade. Com 17 anos, após uma concorrida seletiva, iniciei como locutor na Rádio Sociedade de Nova Esperança. Aos 20 anos trabalhei na Televisão Cultura de Maringá, logo em seguida passei no concurso do Banco do Brasil onde fiquei por sete anos e voltei aos meios de comunicação trabalhando em várias emissoras de Paranavaí, em Nova Londrina, Maringá e Curitiba. Agora, resolvi fazer esse site com intuito de ser mais participativo nas informações de interesse de todos brasileiros e brasileiras. Diante de tantos nomes e meios de comunicação existentes, não foi fácil decidir o nome para o site, tive que viajar com o pensamento no futuro e imaginar uma pessoa perguntando a outra: onde você viu essa notícia? e a resposta será Lá no Fusco. Espero que gostem desse meu novo trabalho. Conto com seus acessos, dicas e sugestões. Abraços do sempre amigo Edson Fusco

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