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Mulheres motociclistas que se conheceram pela internet iniciam viagem de mais de 7 mil km ao deserto do Atacama

Grupo de mulheres motociclistas de Curitiba mobilizaram outras apaixonadas por motos de outros estados brasileiros para realizar a viagem ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress

Viagem de 27 dias começa em Foz do Iguaçu, nesta quarta-feira (2); algumas integrantes encontraram na moto o caminho de superação para depressão e outros problemas.

Por Letícia Paris, G1 PR — Curitiba

Um grupo de mulheres apaixonadas por motocicletas começa, nesta quarta-feira (2), uma aventura inédita e a realização de um sonho: percorrer juntas mais de sete mil quilômetros, em uma viagem de ida e volta de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, ao deserto do Atacama, no Chile.

A empolgação das participantes pela jornada que está só começando é acompanhada pelo desafio de viver tudo isso com novas amizades.

O grupo foi formado por mulheres que, em maioria, nunca haviam se visto pessoalmente. O convite foi lançado há cerca de um ano, pela internet.

Após visualizarem a postagem com a proposta, mulheres do Paraná, de São Paulo, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Santa Catarina aceitaram e começaram os planejamentos.

Telma Crummenauer, motociclista e uma das fundadoras do motoclube de mulheres Filhas do Vento e da Liberdade, de Curitiba, foi uma das idealizadoras.

Ela conta que vai comemorar o aniversário em meio à viagem, e que o objetivo foi, desde o início, incentivar a coragem e a liberdade de cada uma das participantes, a começar por ela mesma.

“Eu sempre tive o sonho de ir para o deserto do Atacama. Queria muito conhecer. São sete mil quilômetros e são situações de calor, de frio extremo, altitude de quase cinco mil metros acima do nível do mar. Eu nunca passei por isso antes”, disse.

Telma Crummenauer, de 50 anos, ajudou a convocar mulheres apaixonadas por motocicletas para uma viagem de 27 dias ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress
Telma Crummenauer, de 50 anos, ajudou a convocar mulheres apaixonadas por motocicletas para uma viagem de 27 dias ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress

A viagem

O primeiro encontro do grupo ocorreu ainda na capital paranaense, cerca de uma semana antes da partida oficial. Telma e outras motociclistas do grupo de Curitiba conheceram Silvana Santiago, de São Paulo, e Sulamita Morini, de Florianópolis.

Até então, elas só conversavam pela internet.

Em Foz do Iguaçu, o grupo ficou completo. Do oeste paranaenses, elas devem passar por cidades da Argentina e do Chile.

Durante o trajeto, as motociclistas terão que acampar, dormir em barracas, se ajudar. Ainda durante a preparação para a viagem, elas tiveram curso de primeiros socorros e reforçaram os conhecimentos de mecânica básica.

“Acho que a maior superação vai ser a da nossa convivência, de a gente poder praticar a empatia, a solidariedade, o amor e a amizade”, comenta Silvana.

A chegada do grupo ao deserto do Atacama está prevista para o dia 14 de outubro.

Chegada da expedição Rosas do Deserto ao Atacama está prevista para o dia 14 de outubro — Foto: Telma Crummenauer/Arquivo pessoal
Chegada da expedição Rosas do Deserto ao Atacama está prevista para o dia 14 de outubro — Foto: Telma Crummenauer/Arquivo pessoal

Superação pela motocicleta

As histórias de algumas das integrantes da expedição, além da coragem para rodar milhares de quilômetros, carregam demonstrações de superação com ajuda da moto.

A paixão de Telma pela motocicleta, por exemplo, a ajudou a vencer a depressão. Até então, a dona de casa acompanhava o marido, que também tem o gosto por pegar a estrada. Com a moto, ganhou novas amizades, experiências e motivação.

“Descobri alguns grupos já organizados de mulheres que amavam as ‘duas rodas’, me senti no céu! Aos 46 anos, descobri que o peso que carreguei durante muitos anos, eram minhas asas presas dentro do meu corpo e em meus medos. Descobri que poderia voar”, conta.

Silvana, Sulamita, Telma e Polyana Iark viajaram de Curitiba para encontrar as outras integrantes da expedição Rosas do Deserto e seguir viagem ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress
Silvana, Sulamita, Telma e Polyana Iark viajaram de Curitiba para encontrar as outras integrantes da expedição Rosas do Deserto e seguir viagem ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress

Em um encontro de motociclistas, Telma conheceu Gean Andrade, outra mulher apaixonada por motocicletas, que já viajava para outros países. Telma contou para Gean sobre o sonho de conhecer Atacama.

“Como ela já tinha ido, ela falou ‘vamos fazer esse projeto juntas, vamos levar essas meninas que tenham esse sonho’. Agora a gente está realizando esse sonho. É exatamente isso que a gente quer mostrar. Se nós podemos, elas também podem”, afirma.

Silvana Santiago, de 53 anos, também superou a perda de alguém que amava e a depressão com ajuda da moto. Ela afirma estar orgulhosa e empolgada com a aventura.

“A moto, pra mim, é a superação dos medos, o encontro comigo mesma, porque eu sempre vivi em função dos outros. Agora chegou a minha vez. A moto é minha extensão, a extensão da minha alma. É o que me deixa feliz, o que me completa”, ressalta.

Silvana Santiago mora em São Paulo e decidiu aceitar o convite de outras motociclistas para viajar ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress
Silvana Santiago mora em São Paulo e decidiu aceitar o convite de outras motociclistas para viajar ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress

FONTE: G1


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Nasci em Nova Esperança-Pr. no dia 12/10/57, Meu primeiro diploma foi de datilografia com 12 anos de idade o que me possibilitou trabalhar em Cartório de Registro Civil, e escritório de contabilidade após terminar o segundo grau onde fiz curso de técnico em contabilidade. Com 17 anos, após uma concorrida seletiva, iniciei como locutor na Rádio Sociedade de Nova Esperança. Aos 20 anos trabalhei na Televisão Cultura de Maringá, logo em seguida passei no concurso do Banco do Brasil onde fiquei por sete anos e voltei aos meios de comunicação trabalhando em várias emissoras de Paranavaí, em Nova Londrina, Maringá e Curitiba. Agora, resolvi fazer esse site com intuito de ser mais participativo nas informações de interesse de todos brasileiros e brasileiras. Diante de tantos nomes e meios de comunicação existentes, não foi fácil decidir o nome para o site, tive que viajar com o pensamento no futuro e imaginar uma pessoa perguntando a outra: onde você viu essa notícia? e a resposta será Lá no Fusco. Espero que gostem desse meu novo trabalho. Conto com seus acessos, dicas e sugestões. Abraços do sempre amigo Edson Fusco

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