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PF prende ex-deputado e mais 19 em operação sobre fraudes no Porto de Santos

Malotes de bens apreendidos na operação são levados à Polícia Federal — Foto: Veronica Gonzalez/G1

Ex-deputado Marcelo Squassoni é o principal alvo da segunda fase da Operação Tritão, que mira também ex-diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e empresários. Novos desvios foram identificados em contratos de R$ 100 milhões.

Por José Claudio Pimentel, G1 Santos

A Polícia Federal prendeu o ex-deputado federal Marcelo Squassoni (PRB), ex-integrantes da cúpula da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), além de empresários pela segunda fase da Operação Tritão, deflagrada nesta quinta-feira (22). A investigação apura fraudes em licitações e contratos na estatal.

São 21 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão cumpridos com autorização da 5ª Vara Federal de Santos. Até as 9h30, 20 pessoas tinham sido localizadas e presas, e uma estava foragida.

O principal investigado é Squassoni, suspeito de ser um dos articuladores do esquema na Codesp e que, segundo o Ministério Público Federal, recebeu R$ 1,6 milhões em propina. Ele não foi localizado em sua casa em Guarujá pela manhã, mas o local também foi alvo de buscas. O G1 apurou que o político estava na capital paulista se apresentou à PF às 9h30.

A fase inicial da Tritão ocorreu em outubro de 2018, quando o então presidente, dois diretores e um servidor da Codesp, além de três empresários, foram presos por suspeita de corrupção, fraude em licitações e peculato (apropriação de recursos públicos). Na ocasião, três contratos ilícitos firmados com a estatal foram identificados. Todos os investigados foram soltos posteriormente.


Governo anuncia plano para privatizar nove empresas estatais, entre elas a Codesp

Polícia Federal busca Marcelo Squassoni em casa do político em Guarujá, SP — Foto: Andressa Barbosa/G1

Polícia Federal busca Marcelo Squassoni em casa do político em Guarujá, SP — Foto: Andressa Barbosa/G1

A segunda etapa da operação, denominada Círculo Vicioso, foi deflagrada com o aprofundamento das investigações e com a delação de um dos presos na fase inicial. Foram identificados mais dois contratos, que juntos passam de R$ 100 milhões, com indícios de fraude: um de segurança do porto e outro de fiscalização por drone.

Os mandados são de prisão temporária, válidos por cinco dias. São cumpridos nove em Santos e dois em Guarujá, na Baixada Santista, e outro em Ilhabela. Os demais são em Bragança Paulista e Serra Negra, no interior paulista, em Duque de Caxias (RJ) e em Fortaleza (CE). Há mandados de busca e apreensão para todos os endereços dos alvos.

Há ainda três mandados de buscas para empresas investigadas na operação. Duas delas tiveram os contratos reincididos pela atual gestão da Codesp, que identificou irregularidades por auditoria interna, e a outra perdeu um pregão eletrônico considerado fraudulento pelos investigadores.

Jóias foram localizadas em casa de investigado em Santos, SP — Foto: Divulgação/Polícia Federal
Jóias foram localizadas em casa de investigado em Santos, SP — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Os presos, exceto aqueles localizados fora do estado de São Paulo, deverão ser submetidos a audiência de custódia pela manhã na Justiça Federal em Santos. Em seguida, serão encaminhados para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Lapa, na capital paulista, para cumprimento da prisão temporária.

Segundo a Polícia Federal, os investigados nesta etapa da operação vão responder pelos crimes de organização criminosa, associação criminosa, fraude a licitações, e corrupção ativa e passiva.

Presos são encaminhados para a Delegacia da PF em Santos, SP — Foto: Veronica Gonzalez/G1
Presos são encaminhados para a Delegacia da PF em Santos, SP — Foto: Veronica Gonzalez/G1

Operação Tritão, fase um

A primeira fase da Operação Tritão (rei dos mares, na mitologia grega) foi deflagrada em outubro pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União e Receita Federal, após suspeitas desvios em contratos de R$ 80 milhões. Sete pessoas foram presas naquela ocasião.

O Ministério Público Federal afirmou já naquela ocasião que havia a atuação de uma organização criminosa na Codesp. Por meio de corrupção, os integrantes formaram um cartel e fraudaram licitações públicas em posteriores contratos firmados na estatal com as empresas MC3 e N2O, que juntos totalizam quase R$ 40 milhões.

As investigações começaram depois de um vídeo vazado na internet em setembro de 2016 mostrava o então assessor da presidência da Codesp, Carlos Antonio de Souza, negociando um contrato de digitalização de documentos. Mesmo sem licitação publicada, ele falava em valores e o nome da empresa vencedora.

Presidente da Codesp foi preso no Rio de Janeiro na primeira fase da Operação Tritão  — Foto: Reprodução/TV Globo
Presidente da Codesp foi preso no Rio de Janeiro na primeira fase da Operação Tritão — Foto: Reprodução/TV Globo

Da Codesp, foram presos, além do assessor que aparecia nas imagens, o então diretor-presidente, José Alex Botelho de Oliva, o diretor de mercado, Cleveland Sampaio Lofrano, e o diretor jurídico, Gabriel Nogueira Eufrasio. Os empresários Joabe Franscisco Barbosa, Joelmir Francisco Barbosa e Mario Jorge Paladino eram alvos.

Os sete foram presos temporariamente, depois preventivamente. Uma decisão posterior do desembargador federal Fausto de Sanctis, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, libertou os diretores e os empresários, mediante fiança e medidas cautelares, por considerar que as prisões ocorreram por “afirmações genéricas”.

Após a prisão dos investigados, Ministério dos Transportes decidiu por retirar dos cargos o presidente da Codesp e os diretores envolvidos. No mesmo dia, o Conselho de Administração (Consad) da companhia aprovou os nomes dos servidores substitutos, que assumiram os cargos até a mudança de governo, em Brasília (DF).

Cleveland Lofrano, diretor da Codesp, foi alvo da fase um da Operação Tritão da Polícia Federal  — Foto: Carlos Nogueira/Jornal A Tribuna de Santos
Cleveland Lofrano, diretor da Codesp, foi alvo da fase um da Operação Tritão da Polícia Federal — Foto: Carlos Nogueira/Jornal A Tribuna de Santos
Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) é alvo da Operação Tritão — Foto: Rogério Soares/Arquivo
Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) é alvo da Operação Tritão — Foto: Rogério Soares/Arquivo

*Com colaboração de Isabela Leite, da GNews, e Robinson Cerantula, da TV Globo.

FONTE G1




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Nasci em Nova Esperança-Pr. no dia 12/10/57, Meu primeiro diploma foi de datilografia com 12 anos de idade o que me possibilitou trabalhar em Cartório de Registro Civil, e escritório de contabilidade após terminar o segundo grau onde fiz curso de técnico em contabilidade. Com 17 anos, após uma concorrida seletiva, iniciei como locutor na Rádio Sociedade de Nova Esperança. Aos 20 anos trabalhei na Televisão Cultura de Maringá, logo em seguida passei no concurso do Banco do Brasil onde fiquei por sete anos e voltei aos meios de comunicação trabalhando em várias emissoras de Paranavaí, em Nova Londrina, Maringá e Curitiba. Agora, resolvi fazer esse site com intuito de ser mais participativo nas informações de interesse de todos brasileiros e brasileiras. Diante de tantos nomes e meios de comunicação existentes, não foi fácil decidir o nome para o site, tive que viajar com o pensamento no futuro e imaginar uma pessoa perguntando a outra: onde você viu essa notícia? e a resposta será Lá no Fusco. Espero que gostem desse meu novo trabalho. Conto com seus acessos, dicas e sugestões. Abraços do sempre amigo Edson Fusco

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