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Eletrochoque não é mais como antigamente: o que mudou no tratamento aprovado para o SUS

O Estadão publicou matéria ontem, dia 08, com a manchete: Texto do Ministério da Saúde dá aval ao eletrochoque

Após le a matéria, fomos pesquisar e entramos no site Ativo Saúde matéria :com o título dessa postagem: Eletrochoque não é mais como antigamente: o que mudou no tratamento aprovado para o SUS

O Ministério da Saúde publicou nesta semana um documento que dá sinal verde para a compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia (eletrochoques) para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Veículos midiáticos e diversas pessoas se manifestaram contra a decisão, afirmando que se trata de um retrocesso autoritário na área da saúde, visto que o procedimento foi ligado à tortura no século XX. Contudo, é fundamental entender que o eletrochoque de antigamente não se trata do mesmo de hoje.

Entenda o que mudou e como o tratamento pode ajudar pessoas com depressão, bipolaridade e outros transtornos:

O que mudou do eletrochoque de antigamente para o de hoje?

Eletroconvulsoterapia (ECT) é um tratamento reconhecido e autorizado pelo Conselho Federal de Medicina e a America Psychiatric Association e que tem alto índice de eficácia e segurança, embora seja mal vista devido a suas semelhanças com o arcaico eletrochoque.

Por exemplo, o próprio nome “eletrochoque” é incorretamente empregue, visto que o tratamento age pelo estímulo a crises convulsivas e não por meio de choques.

São justamente as convulsões que geram um mecanismo anticonvulsivo que altera a química cerebral de forma semelhante aos antidepressivos, 
endo capaz de aliviar diversos transtornos como depressão profunda, bipolaridade, esquizofrenia e epilepsia.

Confira o que muda do eletrochoque para a eletroconvulsoterapia:

Paciente só faz se quiser

Não estamos falando de um tratamento que o paciente é obrigado a fazer de forma compulsória, mas sim eletiva. Ou seja, a pessoa só se submete à eletroconvulsoterapia se quiser e tiver indicação expressa para tal.

Tratamento seguro

A eletroconvulsoterapia é segura, pois ocorre em ambiente hospitalar com o paciente com monitoramentos cerebral e cardíaco.

Essas aplicações são realizadas por médicos e, a cada sessão, é avaliada a evolução do quadro.

Não é doloroso

Antes do procedimento, o paciente recebe relaxante muscular e sedação, o que anula a possibilidade de sentir quaisquer desconfortos ou dores.

Efeitos colaterais amenos

Quando ocorre, o principal efeito colateral é a perda de memória temporária, que dura pouco tempo.

Também de maneira pouco comum, podem surgir náusea e dor de cabeça.

Vale lembrar que pessoas que tenham problemas cardiovasculares não devem se submeter à eletroconvulsoterapia.

Convulsões apenas cerebrais

As convulsões geradas ocorrem somente no cérebro, sendo percebidas por aparelhos de monitoramento neurológico. Ou seja, o paciente permanece imóvel e relaxado, sem se debater como ocorria no eletrochoque.

Eficaz

A eficácia da eletroconvulsoterapia pode chegar a 90%. Muitos estudos, inclusive, mostram uma superioridade em relação a tratamentos com medicamentos, que apresentam eficácia entre 60 e 70%.

O tratamento ainda apresenta resposta rápida. Geralmente após oito sessões.

Para quem é indicado?

O procedimento é encarado como última opção, ou seja, só indicado para pacientes que já tentaram outros métodos, como psicoterapia e medicamentos, mas não obtiveram sucesso.

FONTE: AtivoSaude

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