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Se for provado que o Flávio errou, ele pagará o preço, diz Bolsonaro

Alan Santos/PR

23.jan.2019 – Jair Bolsonaro concede entrevista à Bloomberg, em Davos, na Suíça
Imagem: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que seu filho, o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), deverá “pagar o preço” caso se comprove irregularidades no caso envolvendo um ex-assessor dele na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

“Se por acaso ele [Flávio] errou e isso for provado, eu me arrependo como pai, mas ele terá que pagar o preço por essas ações, que não podemos aceitar”, disse Bolsonaro em entrevista à Bloomberg. A entrevista, gravada em Davos, onde Bolsonaro participa do Fórum Econômico Mundial, ainda será exibida pelo canal de televisão.

O ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, que atuou no gabinete de Flávio, é suspeito de ter movimentações atípicas em uma de suas contas. O MP-RJ(Ministério Público do Rio de Janeiro) avalia se houve participação de parlamentares e servidores da Alerj em movimentações bancárias não compatíveis com seus salários.

Essa é a primeira manifestação direta de Bolsonaro sobre o caso desde que surgiram novos fatos envolvendo seu filho e seu gabinete na Alerj. Em seu texto, a Bloomberg diz que o caso poderia colocar em risco a agenda anticorrupção de seu governo e afetar sua base aliada.

O caso

Flávio Bolsonaro recebeu 48 depósitos de R$ 2.000 cada um entre junho e julho de 2017, totalizando R$ 96.000, segundo relatório elaborado pelo Coaf divulgado pela TV Globo na semana passada. Segundo o documento, os depósitos na conta de Flávio foram feitos todos em uma mesma agência bancária na própria Alerj, ao longo de cinco dias. O Coaf detectou os depósitos por terem sido feitos de forma fracionada, o que levantou a suspeita de que se tentava esconder a origem do dinheiro.

Em entrevista à TV Record, Flávio disse que os depósitos fracionados identificados em sua conta são resultado da venda de um imóvel. O comprador foi o ex-jogador de vôlei de praia Fábio Guerra que, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo ter dado R$ 100 mil em dinheiro vivo como parte do pagamento. As datas dos depósitos, no entanto, são posteriores à data que consta na escritura de venda da cobertura do imóvel localizado no bairro das Laranjeiras, no centro do Rio.

O filho do presidente também empregou em seu gabinete até novembro do ano passado a mãe e a mulher do ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito de comandar milícias no Rio de Janeiro e considerado foragido em uma operação feita pelo MP e pela Polícia Civil do Rio nessa terça-feira. Elas foram indicadas aos cargos por Queiroz, como o próprio ex-assessor parlamentar admitiu. 

A mãe de Adriano Magalhães, Raimunda Veras Magalhães, é um dos ex-servidores de Flávio citados em relatório do Coaf. Ela repassou R$ 4.600 para a conta de Queiroz. Ela também é sócia de um restaurante no Rio Comprido, zona norte do Rio, localizado em frente a uma agência do Itaú na qual foram realizados 18 depósitos em espécie para Queiroz de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. 

Em nota, a assessoria do senador eleito disse que Raimunda foi contratada por indicação de Queiroz, que supervisionava o seu trabalho, e que não pode ser responsabilizado por atos que desconhece. 

A defesa de Queiroz confirmou a indicação e disse repudiar “veementemente qualquer tentativa de vincular seu nome a milícia” e que “a divulgação de dados sigilosos obtidos de forma ilegal constitui verdadeira violação aos direitos básicos do cidadão”.

Fonte: UOL

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Nasci em Nova Esperança-Pr. no dia 12/10/57, Meu primeiro diploma foi de datilografia com 12 anos de idade o que me possibilitou trabalhar em Cartório de Registro Civil, e escritório de contabilidade após terminar o segundo grau onde fiz curso de técnico em contabilidade. Com 17 anos, após uma concorrida seletiva, iniciei como locutor na Rádio Sociedade de Nova Esperança. Aos 20 anos trabalhei na Televisão Cultura de Maringá, logo em seguida passei no concurso do Banco do Brasil onde fiquei por sete anos e voltei aos meios de comunicação trabalhando em várias emissoras de Paranavaí, em Nova Londrina, Maringá e Curitiba. Agora, resolvi fazer esse site com intuito de ser mais participativo nas informações de interesse de todos brasileiros e brasileiras. Diante de tantos nomes e meios de comunicação existentes, não foi fácil decidir o nome para o site, tive que viajar com o pensamento no futuro e imaginar uma pessoa perguntando a outra: onde você viu essa notícia? e a resposta será Lá no Fusco. Espero que gostem desse meu novo trabalho. Conto com seus acessos, dicas e sugestões. Abraços do sempre amigo Edson Fusco

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